O estudante fez mais ou pensou melhor? O desafio da inovação pedagógica.
A educadora Ana Valéria Sampaio de Almeida Reis ministra o Módulo 1, parte 2, do XIII Programa de Formação de Professores do Consórcio STHEM.
Na última sexta-feira (7 de agosto), o Consórcio STHEM realizou mais uma aula do módulo 1, parte 2, do XIII Programa de Formação de Professores com Ana Valéria Sampaio de Almeida Reis, integrante da equipe de instrutores do Consórcio STHEM, consultora educacional em Forma o titulo ção e Desenvolvimento de Docentes para a Inovação e a Aprendizagem Ativa e coordenadora do Curso de IA para educação – IBMEC.
Com o tema “Sala de Aula em Movimento”, Ana Valéria explicou que nem toda sala movimentada produz movimento cognitivo, ou seja, há distinção entre atividade visível, participação e aprendizagem. Uma turma pode estar muito ocupada, mas pouco mobilizada cognitivamente. Uma reflexão relevante que temos de fazer é sobre o que mudou no modo de pensar do estudante. Essa reflexão deve sustentar a escolha metodológica do professor, em que o estudante executa etapas, responde ou produz algo. Mas, se ele interage, argumenta, compara e toma decisões, há evidências de que ele modifica sua compreensão e demonstra essa mudança?”.
Segundo a consultora, a formação do Consórcio STHEM ajuda o docente a ampliar seu repertório e a fundamentar suas escolhas, faz com que as experimente, converta ideias em práticas testáveis e ainda aprenda a cooperar, fazendo sua experiência circular e ganhar escala”.
Em seguida, ela lembrou que para se chegar à inovação pedagógica é preciso seguir quatro critérios como filtro para qualquer metodologia ou tecnologia:
- Intenção: quando há uma aprendizagem claramente definida.
- Cognição: quando o estudante realiza operações intelectuais relevantes.
- Evidência: quando é possível o docente observar o que o aluno aprendeu.
- Ajuste: quando professor e estudante usam o resultado para avançar.
Ana Valéria lembrou, ainda, que “a tecnologia deve ampliar a pedagogia, não disputar protagonismo com ela” e citou três caminhos:
- Gerar evidências – Coletar respostas, dúvidas e padrões de raciocínio.
- Acelerar feedback – Devolver informação útil, enquanto ainda há tempo para aprender.
- Diversificar expressão – Permitir texto, áudio, imagem, simulação e produção colaborativa.
Por fim, Ana Valéria deixou um exercício para os docentes e ensinou um microdesign para colocar qualquer aula em movimento. O passo a passo deve minimamente responder às seguintes questões:
Aprendizagem: O que o estudante deverá compreender ou realizar?
Evidência; O que permitirá reconhecer essa aprendizagem?
Experiência: Que ação cognitiva produzirá a evidência?
Feedback: Como o resultado orientará o próximo passo?
Acompanhe os próximos módulos da programação do XIII Programa de Formação de Professores nesse link.
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